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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Netiqueta

Como escrever na Internet

Fale, não GRITE!

Combine letras maiúsculas e minúsculas, da mesma forma que na escrita comum. Cartas em papel não são escritas somente com letras maiúsculas; na Internet, escrever em maiúsculas é o mesmo que gritar!
Para enfatizar frases e palavras, use os recursos de _sublinhar_ (colocando palavras ou frases entre sublinhados) e *grifar* (palavras ou frases entre asteriscos). Frases em maiúsculas são aceitáveis em títulos e ênfases ou avisos urgentes.

Sorria :-) pisque ;-) chore &-( ...

Os emoticons (ou smileys) são ícones formados por parênteses, pontos, vírgulas e outros símbolos do teclado. Eles representam carinhas desenhadas na horizontal, e denotam emoções.
É difícil descobrir quando uma pessoa está falando alguma coisa em tom de brincadeira, se está realmente bravo ou feliz, ou se está sendo irônico, em um ambiente no qual só há texto; por isso, entram em cena os smileys. Comece a usá-los aos poucos e, com o passar do tempo, estarão integrados naturalmente a suas conversas on-line.

quarta-feira, 6 de maio de 2009





Tipos de criança-problema

A criança “puxa-saco”

É uma criança que faz as coisas para agradar o adulto e não porque goste de fazê-las ou do resultado direto da ação.

Para caracterizar uma criança como “puxa-saco” é preciso ter em mente que toda criança deveria ser puxa-saco até pelo menos os sete anos. Quer dizer, até a entrada no período operatório (por volta dos sete anos), a criança não tem capacidade de ter um julgamento moral por si só. O certo é o que agrada ao adulto.

Contudo, a criança deve ter espontaneidade. A partir do período pré-operatório (dois anos) a criança já tem gostos e preferências definidas e portanto deve sentir prazer em algumas tarefas e não em outras.

A criança “puxa-saco” diferencia-se das demais pela falta de espontaneidade (e portanto de criatividade), de exibir preferência própria e por um zelo excessivo em agradar aos adultos.

A criança “puxa-saco” é um problema frequentemento evitado pelos educadores e muitas vezes reforçado por eles, que consideram a criança boazinha. Quer dizer, o “puxa-saquismo” é altamente prejudicial para as crianças, mas pode ser benéfico para a professora, pois a criança “puxa-saco” não dá muito trabalho.

A causa é uma história de reforçamento extrínseco. A criança não teve oportunidade de experimentar o mundo por si só, com a garantia de que um adulto lhe dava apoio, segurança e ao mesmo tempo liberdade. A criança recebeu em sua vida instruções cujo seguimento foi cobrado rigidamente, geralmente com mais ênfase no processo do que no resultado.

Quando se dá reforçamento extrínseco para a criança (isso é, balas, parabéns, etc), ela deixa de fazer aquilo pelo seu próprio sabor.

Para lidar com a criança “puxa-saco”, o educador precisa gradualmente diminuir a premiação do comportamento que lhe agrada e oferecer para o educando opções: você quer brincar disso ou aquilo. No começo pode ser difícil, pois a criança vai tentar com que alguém decida por ela ou vai sortear a opção. Isso não vale, é preciso estimulá-la a desenvolver suas próprias preferências. Para comportamentos essenciais, como estudar, é importante um certo nível de premiação (“parabéns”), mas não se pode exagerar demais com isso.

A criança “bagunceira”

Para lidar com a criança bagunceira é preciso antes tentar entender por quê ela bagunça. Muitas podem ser as razões: chamar a atenção da professora, ou dos colegas. Pode ser que seja simples brincadeira, isto é, a criança esteja se divertindo sem a intenção de chamar a atenção de ninguém.

Se a intenção é chamar a atenção o caminho é fornecer maneiras da criança chamar atenção através de comportamento positivo (estudar, responder as perguntar da professora, ajudar nas tarefas da sala, ajudar os amiguinhos). A tendência é utilizar reforçamento extrínseco para isso, tornando a criança mais “puxa-saco”. Após essa fase, dever-se-á adotar os passos preconizados para lidar com a criança “puxa-saco” então.

Um caso muito comum é a da criança “bagunceira” que simplesmente brinca. Toda criança saudável deve brincar e às vezes essa brincadeira pode assumir a forma de “bagunça”.

Nesse caso, em primeiro lugar é necessário verificar se há outras oportunidades de brincar: se o recreio e a educação física estão funcionando, se há quintal na casa dela. Esse é o primeiro ponto. Veremos que muitas crianças são diagnosticadas erroneamente como hiperativas por extravasarem durante as aulas. Ou seja, crianças que recebem um diagnóstico errado, simplesmente porque bagunçam. Esse é um erro grave do qual os educadores devem se prevenir sempre. Não basta confiar no diagnóstico médico, pois este é precário. É importante verificar por si só por que e em que nível ocorre a “bagunça”. Um diagnóstico de hiperatividade é algo grave para a identidade do indivíduo, gerando um estigma, isto é, a criança diagnosticada passa a sofrer uma série de preconceitos que prejudicarão ainda mais seu aprendizado.

Em segundo lugar, é preciso ter um certo grau de tolerância. Não vale a pena tornar-se chato ou chata só por causa de um pouco de bagunça. Somente em casos graves, cabe uma intervenção mais séria.

Essa intervenção mais séria pode começar com um teste de surdez. Crianças surdas costumam bagunçar, pois não ouvem a aula e então não conseguem prestar a atenção. Outras hipóteses médicas podem ser testadas.

O importante é encarar a bagunça com naturalidade e oferecer oportunidades da criança extravasar de maneira adequada, através de jogos motores no início de cada aula, outros jogos interessantes, etc. Eventualmente, uma técnica que funciona em algumas situações é brincar também, entrar na brincadeira das crianças, ficar um pouco brincando e conduzir sutilmente de volta a atenção da turma para a atividade didática.

Alguns professores castigam crianças bagunceiras proibindo-as de irem brincar no recreio. Isso não é recomendado, pois a criança tende a ficar com mais energia ainda, além de raiva do educador.

Tampouco broncas extensas e repetitivas são recomendadas. Isso somente gera mais tédio (e portanto necessidade de descarregar mais energia), além de gerar antipatia das crianças pelo educador, o que prejudica a relação de ensino-aprendizagem.

A criança “apática”

É um dos casos mais graves, embora assim como a “puxa-saco” tenda a não chamar tanto a atenção dos educadores.

As crianças “apáticas” têm uma história de incontrolabilidade em suas vidas. É preciso ensiná-las a tomarem decisões com conseqüências. É preciso descobrir coisas de que elas gostem e estimulá-las a fazê-las.

A criança “sabe-tudo”

É a criança que tem resposta para tudo e não respeita o conhecimento dos educadores. Muitas vezes é mais problemática para o educador do que para si mesma, pois não é tão prejudicial para si, mas atrapalha as aulas.

É importante mostrar para essas crianças situações nas quais elas não estejam completamente certas e criar uma ordem para que todos possam falar, não somente ela. Por outro lado, é preciso valorizar os acertos da criança, mostrando-lhe seu valor.

A criança “do contra”

A criança “do contra” afronta diretamente o educador, testa os limites. Ela quer mandar. É um quadro bastante prejudicial.

É importante se aliar com a criança, de vez em quando seguir o sistema dela. “Aé, não quer fazer isso, quer fazer o que então? Vamos fazer primeiro isso, depois fazemos o que você quer”. Por outro lado é importante criar situações em que ela possa se sentir bem fazendo as tarefas coletivas.

Não é bom “bater de frente” com a criança, disputar com ela, pois isso somente reforça animosidade.

A criança mentirosa

O cinismo vem de uma história de coerção. Crianças que são punidas com muito vigor e não tiveram compreensão aprendem a esconder o que aprontam. É preciso ter muito cuidado para não punir severamente demais essas crianças e conquistar uma relação de confiança na qual ela tenha oportunidade de reparar seus erros, sem maiores constrangimentos ou perdas. É importante de fato se preocupar e querer compartilhar de seus sentimentos, num processo lento que leva a criança a confiar no educador.

A criança violenta

É o caso que requer uma intervenção mais incisiva, pois prejudica os colegas.

Numa situação de agressividade, o primeiro passo é separar a briga, de preferência antes que descambe em violência.

A prevenção de acidentes tem prioridade sobre outras diretrizes. Crianças perto de janelas precisam ser afastadas imediatamente, com vigor, sem que percebam a intenção de afastá-las (o que pode precipitar um movimento mais brusco) ou de maneira suave quando se apostar que essa é a melhor tática, o que frequentemente não é. Da mesma foram, deve-se retirar das mãos ou da proximidade das crianças quaisquer objetos pontiagudos imediatamente. Na hora de atravessar a rua, deve-se sempre fazê-lo na faixa de pedestres, no sinal verde para pedestres, se possível com ajuda de alguém para parar o trânsito e segurar as crianças pelo braço ou no colo. É sempre mais prudente segurar o braço da criança do que deixar que ela lhe segure e segurando pela mão é mais fácil que ela escape do que se a segurarmos pelo braço. Somente em casos de crianças obedientes é que se pode confiar em atravessar com elas seguras pela mão.

No caso da criança violenta também não se pode dar brecha para o azar.

Depois é preciso entender os sentimentos que motivaram a criança ao comportamento, isto é, se houve provocação por parte dos colegas. Se houve, então é preciso ensinar maneiras de resolver as coisas, geralmente através da mediação dos educadores. A condição para isso é que os educadores realmente sejam capazes de fazer justiça.

Quando a agressividade parece não ter sido provocada, pode ser extravasamento de situações vividas em casa. Aí o caso é mais grave e requer acompanhamento com os pais. Em todo o caso, dentro da escola é importante que se coíba esse tipo de comportamento, se necessário através de punições. Em último caso a expulsão e a FEBEM podem ser um recurso necessário, embora altamente anti-pedagógico.





quarta-feira, 8 de abril de 2009

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade


O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) tem recebido diferentes denominações, é conhecido como Disfunção Cerebral Mínima, Reação Hipercinética da Infância, Distúrbio de Déficit de Atenção, até a atual nomenclatura que é utilizada em determinados manuais de doenças.

O TDAH é considerado um distúrbio crônico que geralmente surge na primeira infância, antes dos 7 anos.
Tal distúrbio tem sido motivo de grande preocupação de pais e professores nos últimos tempos, visto que tem sido diagnosticado com maior freqüência atualmente em conseqüência da ênfase que vem ganhando na sociedade.

O ideal é que o educador se informe sobre tal distúrbio, de forma que venha auxiliar a família no diagnóstico bem como no seu desenvolvimento em relação às dificuldades que são apresentadas pelo portador do TDAH.

A criança hiperativa apresenta alteração no comportamento, diminui a persistência e consistência ao realizar as atividades de rotina como as atividades escolares, praticar esportes, movimentar de forma exagerada pernas, braços, cabeça, etc., apresenta impaciência em se manter em uma atividade, não tem noção de perigo e principalmente não tem limites.
É importante enfatizar que a criança hiperativa não apresenta obrigatoriamente todos esses comportamentos e conforme as circunstâncias variam a intensidade em que ocorrem.

Segundo pesquisadores, apesar do TDAH não apresentar uma definição universal, a criança hiperativa apresenta alteração extremamente significativa no que se refere ao comportamento, relacionamento e adaptação familiar, social e escolar.

A parceria familiar, médica e escolar é considerada como fator principal para diagnosticar, sendo que a observação do possível portador deve ser feita por um período mínimo de seis meses, tendo a maior cautela possível, evitando diagnosticar crianças normais ativas como portadoras do TDAH.

No caso de suspeita, orienta-se encaminhar a criança/adolescente para uma avaliação feita por especialistas (neurologista infantil, fonoaudiólogo, psicólogo e psicopedagogo).

Algumas práticas são sugeridas aos professores e pais que convivem com crianças que apresentam o TDAH, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, bem como o desenvolvimento da criança.

O sucesso da criança na escola

O sucesso da criança na escola vai depender, em grande, parte da sua atuação nas atividades propostas pelos educadores. E, para que a criança não tenha problemas de aprendizagem, é importante que ela domine as habilidades consideradas habituais de sua idade. As habilidades da criança aumentam com a experiência. E são as oportunidades que pais e educadores proporcionam a ela que lhe fornecem essas experiências. Nos primeiros anos de vida, nossos filhos dependem muito de nós. A comida que lhes damos, bem como o amor, os cuidados e oportunidades que lhes proporcionamos, afetam o modo como eles crescem. E, com cinco ou seis anos, espera-se que a criança seja independente o bastante para enfrentar a escola. Durante esse tempo, a criança desenvolve uma porção de habilidades, que geralmente, agradam muitos pais, mas que às vezes são também motivo de preocupações. Tomemos como exemplo, uma criança que não sabe vestir-se sozinha e sente-se mal quando precisa trocar de roupas, na aula de recreação da piscina da escola. Ter consciência da origem do problema é essencial para resolvê-lo.
Uma vez identificada à origem do problema, é a ação conjunta dos educadores e dos pais que permite sua superação. Esse é um dos motivos porque é importante que os pais tenham e mantenha o maior contacto possível com a escola.
Muitas vezes os pais fazem com que os filhos sejam muito dependentes, e isso os prejudica quando ingressam na escola. Em diversos casos, o ideal é que se trace, junto com os profissionais da escola, um plano de correção do problema. É claro que isto não depende apenas da criança, de seus educadores, mas especialmente dos pais.

Ajudar nossos filhos não quer dizer que devemos fazer suas lições, isso só o prejudicaria, o que eles necessitam é que nós os ajudemos a pensar, que os oriente, mostrando como se procura informações em livros, nos cadernos, etc. O processo de educação na escola, com os educadores e colegas, devem continuar em casa: e aquilo que nossos filhos aprendem em casa permanece fundamental para sua formação.

Angela Cristina Munhoz Maluf